Eleições 2026: campanha de Lula registra canal “Exército do Lula” no TSE após ordem de Nunes Marques.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a criação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após determinação do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. A medida foi anunciada em 13 de outubro de 2026 e faz parte de uma disputa judicial envolvendo o uso das redes sociais durante a campanha eleitoral.
O canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), é utilizado para divulgar conteúdos de apoio a Lula e mobilizar eleitores. A decisão de Nunes Marques estabeleceu que a ferramenta precisaria ser registrada junto à Justiça Eleitoral para continuar funcionando normalmente. O ministro também determinou medidas de acompanhamento das publicações pela Meta, empresa responsável pelo WhatsApp. Segundo a decisão, o canal só poderá retomar as atualizações e aceitar novos seguidores após cumprir as exigências estabelecidas.
O caso teve início após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentar uma ação ao TSE, alegando que o canal era utilizado para disseminar informações falsas contra o candidato. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta, mas a decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou a reativação provisória do canal até uma análise posterior da Corte.
Além disso, um relatório técnico do TSE divulgado em 12 de outubro informou que não foram encontradas, nas publicações analisadas entre os dias 2 e 11 daquele mês, reproduções das afirmações consideradas falsas que motivaram a denúncia. Os técnicos, entretanto, apontaram o uso recorrente de linguagem polarizadora e alertaram para os riscos da disseminação coordenada de mensagens em canais com grande alcance. A análise também registrou limitações decorrentes da exclusão de parte do conteúdo anteriormente publicado.
O episódio evidencia como o uso das plataformas digitais se tornou um dos pontos centrais das Eleições 2026. Enquanto a campanha de Lula questiona as restrições impostas ao canal, a campanha de Flávio Bolsonaro sustenta que as medidas são necessárias para combater a desinformação. O caso deverá ser analisado pela Justiça Eleitoral, que terá de avaliar as provas apresentadas, as regras de propaganda eleitoral e os limites da atuação das campanhas nas redes sociais.
A controvérsia também levanta discussões sobre liberdade de expressão, transparência e igualdade de tratamento entre candidatos. Em um cenário de intensa disputa política, a fiscalização da propaganda digital e a divulgação de informações verificáveis são fundamentais para garantir que os eleitores possam acompanhar os acontecimentos e tomar suas decisões de maneira consciente.
Fontes: Agência Brasil, Metrópoles e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

