23 de janeiro de 2026

O que acontece com o dinheiro aplicado nos fundos da Reag?

A liquidação extrajudicial da antiga Reag (hoje chamada de CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.) suspende o funcionamento e os resgates de recursos dos fundos administrados por essa empresa. Esse bloqueio vai continuar até que uma nova administradora seja definida pelos cotistas desses fundos.

O que aconteceu
Fundos de investimentos da Reag ficam bloqueados com liquidação extrajudicial. O funcionamento dos fundos administrados pela CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag, está interrompido após o Banco Central liquidar a empresa. Isso significa que investidores cotistas não podem mais sacar ou aplicar dinheiro nesses fundos.

Fundos que são empresas separadas da Reag sofrem impactos diferentes. Cada fundo de investimento tem um CNPJ próprio. Como a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central visa a Reag, que é a administradora desses fundos, há um impacto por tabela.

Fundos poderão voltar a funcionar após definirem um novo administrador. Para que os recursos voltem a ser liberados para movimentação, os cotistas terão que decidir, em assembleia, uma nova empresa administradora. Uma vez formalizada essa mudança, os saques serão reabertos, explica Ricardo Rocha Neto, sócio-fundador do Abe Advogados e mestre em Direito pela PUC-SP.

Valores dos fundos ficam congelados temporariamente. No momento em que os valores puderem ser sacados, será considerado o valor que cada cota detinha no momento da liquidação. Se um aplicador colocou R$ 1.000, por exemplo, mas hoje essa posição vale R$ 1.100, é isso que ele vai resgatar. Porém, se a participação for de R$ 950, haverá uma perda.

Se nenhuma outra empresa quiser assumir a administração dos fundos da Reag, risco é maior. Nesse caso, o Banco Central pode decretar a liquidação do fundo por falta de administrador. Cotistas receberão os valores que detiverem no momento da liquidação.

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