Flávio Bolsonaro pode tentar barrar o fim da escala 6×1 se chegar à Presidência.
A possível eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República pode abrir uma nova disputa política em torno do fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador trabalha seis dias e descansa apenas um. Caso seja eleito, Flávio poderá tentar influenciar os rumos dessa discussão, defendendo mudanças no texto, prazos maiores para adaptação das empresas ou alternativas que preservem o atual modelo de jornada.
Para reverter uma eventual mudança aprovada pelo Congresso, porém, não bastaria uma decisão pessoal do presidente. O caminho dependeria do estágio em que a proposta estivesse, das regras constitucionais aplicáveis e do apoio político necessário no Legislativo. Se a mudança ainda estivesse em tramitação, o governo poderia atuar para impedir sua aprovação ou defender alterações. Se já tivesse virado lei, uma tentativa de revogação ou modificação exigiria uma nova articulação legislativa.
O debate vai muito além de uma disputa entre governo e oposição. Para milhões de trabalhadores, o fim da escala 6×1 representa a possibilidade de ter mais tempo para a família, o lazer, os estudos e o descanso. Para setores empresariais, a mudança levanta preocupações sobre custos, produtividade e organização das jornadas.
O ponto central é saber de que lado Flávio Bolsonaro ficaria nessa discussão e quais medidas concretas defenderia. Uma eventual tentativa de manter ou recuperar a escala 6×1 poderia gerar forte reação de sindicatos e movimentos trabalhistas, enquanto uma proposta de transição negociada poderia abrir espaço para novas disputas no Congresso.
No fim, a questão será política, econômica e social: o Brasil deve priorizar a manutenção do modelo atual de jornada ou avançar para uma rotina de trabalho que garanta mais tempo de descanso aos trabalhadores? A resposta dependerá não apenas das promessas de campanha, mas também das decisões tomadas pelo futuro governo e pelo Congresso Nacional.

