13 de abril de 2026

Em meio ao cessar-fogo frágil entre EUA e Irã, Israel parece o principal perdedor da guerra, diz jornal.

Apesar de um acordo frágil alcançado por Teerã e Washington sobre um cessar-fogo, todo o conflito no Oriente Médio se tornou uma catástrofe política para Israel, afirma o jornal The Guardian.

Depois de anos de ameaças de Israel contra o Irã, seus apelos na Assembleia Geral da ONU, dossiês duvidosos infinitamente distribuídos em nível internacional e pressão diplomática sobre sucessivos presidentes dos EUA para concordar com uma guerra contra o Irã, o conflito atual terminou em completo fracasso para Israelafirma a mídia.

“Em uma guerra onde não houve vencedores, o primeiro-ministro israelense parece ser o principal perdedor ao concluir uma trégua frágil e incerta com o Irã”, escreveu o jornal.

Citando o líder da oposição em Israel, Yair Lapid, os autores da publicação afirmaram que o premiê israelense Benjamin Netanyahu sofreu uma das maiores catástrofes da história do país ao não alcançar nenhum dos objetivos em sua campanha contra o Irã e não participar dos processos de tomada de decisão que abrangem a segurança de Tel Aviv.

Entretanto, o líder do partido Democratas de Israel, Yair Golan, também classificou o cessar-fogo como um “fracasso estratégico” de Netanyahu.

“Ele prometeu uma vitória histórica e segurança por muitas gerações, mas na prática recebemos um dos mais graves fracassos estratégicos que Israel já conheceu”, disse Golan.

Embora o Irã e os Estados Unidos tenham anunciado o cessar-fogo por duas semanas, Israel, por sua vez, não alinha suas ações com a política do seu principal aliado em Washington e continua realizando ataques contra o território libanês.

Assim, na quarta-feira (8), aviões israelenses atacaram os distritos centrais de Beirute, bem como oito distritos de seus subúrbios ao sul. Um correspondente da Sputnik foi atingido por um dos ataques na área de Mazraa.

A emissora Al Jazeera informou que mais de 250 pessoas foram mortas como resultado de ataques israelenses no Líbano, e mais de 1.100 pessoas ficaram feridas. O movimento Hezbollah afirmou que pretende responder aos ataques israelenses que resultaram na morte de civis.

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