14 de abril de 2026

Irã ameaça abrir frente em estreito no mar Vermelho para conter os EUA, dizem fontes.

Localizado no Iêmen, o estreito de Bab al-Mandeb é considerado um dos pontos mais estratégicos do comércio global, por onde passam cerca de 12% do tráfego marítimo do mundo e aproximadamente 9 milhões de barris de petróleo por dia.

Irã ameaçou abrir uma “frente” no estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho, para conter Washingtoninformou a agência iraniana Tasnim News Agency, citando uma fonte militar.

Anteriormente, o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o país poderia abrir novas frentes de hostilidade contra os Estados Unidos e Israel caso o conflito na região continue.

A fonte disse à agência que o Teerã é capaz de ameaçar essa via marítima estratégica. Assim como o estreito de Ormuz, a região é vital para o comércio global de energia e qualquer interrupção na rota afeta diretamente o fluxo entre Europa e Ásia e pressiona cadeias globais de energia e logística.

Na última semana, o movimento iemenita Houthis chegou a ameaçar bloquear a região para o tráfego de embarcações de países considerados agressores, afirmou um integrante de sua liderança política.

Segundo Mohammed al-Bukhaiti, membro do escritório político do grupo, a medida teria como alvo exclusivamente nações envolvidas em ações militares contra aliados do chamado Eixo da Resistência, como o Irã.

Risco de agravar a crise no Oriente Médio

Enquanto isso, Arábia Saudita e Estados Unidos buscam evitar que o grupo entre no conflito, o que poderia ampliar drasticamente a crise no Oriente Médio, segundo o The Wall Street Journal.

A possível escalada preocupa por seu impacto em rotas estratégicas como o сanal de Suez e o estreito de Bab al-Mandeb, por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo e gás.

Autoridades alertam que, se os houthis entrarem na guerra, o bloqueio de rotas marítimas pode se intensificar, elevando os riscos para o comércio internacional e pressionando ainda mais o Oriente Médio. Líderes houthis afirmam que a entrada no conflito é “apenas questão de tempo”.

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