Irã tem várias vantagens sobre EUA e Israel e impede seus planos militares, diz analista.
As forças iranianas têm várias vantagens objetivas sobre os EUA e Israel e estão frustrando seus planos de guerra, disse o ex-analista da CIA Larry Johnson em um canal no YouTube.
Johnson apontou que, se o objetivo dos ataques militares dos EUA é atingir a maior parte possível da população, é importante considerar que 70 a 80% dos iranianos estão espalhados por todo o país.

Enquanto isso, o analista lembrou que em Israel cerca de 80% da população está concentrada em Tel Aviv e Haifa e setem na pele os horrores dos mísseis iranianos. “Dessa forma, diferentemente do que ocorre no Ocidente, onde é necessário atacar literalmente centenas de alvos diferentes para tentar minar a vontade do povo iraniano, o Irã precisa atacar apenas dois […]. Os israelenses estão sofrendo e enviando sinais de que querem trégua”, ressaltou. Segundo o especialista, os contra-ataques do Irã, em muitos aspectos, privaram os EUA e Israel de vantagens e arruinaram seus planos de guerra. Nesse contexto, ele destacou que ninguém poderia imaginar que o Irã poderia desativar cinco radares do adversário. Além disso, Johnson elaborou que as ações do Irã pegaram tanto os Estados Unidos quanto Israel de surpresa. De acordo com o analista, no passado, Israel recebia um aviso de 30 minutos sobre a aproximação de mísseis, mas agora recebe apenas um minuto antes de um ataque. Portanto, ele concluiu que os EUA esperavam manter uma presença militar no golfo Pérsico, com bases na Arábia Saudita, no Kuwait, no Bahrein, no Catar e até nos EAU, mas agora isso está se tornando impossível. A operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã está em sua segunda semana. Durante todo esse tempo, as partes trocaram ataques. Em Tel Aviv, o objetivo declarado foi impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. Washington ameaçou destruir as capacidades militares do país e pediu que os cidadãos derrubem o governo iraniano. O Irã, no entanto, enfatizou que está pronto para se defender e que ainda não vê sentido em retomar as negociações …

