Tal pai, tal filho: O bolsonarista Eduardo paga pau.
A máxima nunca falha. Quando o sobrenome é Bolsonaro, o roteiro se repete como reprise ruim: bravata em público, covardia nos bastidores. Desta vez, a novela atende pelo nome de Eduardo Bolsonaro, o “patriota” que foi morar nos Estados Unidos, bater continência pra gringo e agora, segundo os bastidores, estaria ligando para Alexandre de Moraes implorando para voltar ao Brasil.

Sim, o mesmo Moraes que eles chamam de ditador em live, meme e discurso inflamado.
Segundo a história que circula, Eduardo teria ligado dizendo que está passando fome nos EUA e pedindo, “pelo amor de Deus”, para o ministro deixar ele voltar. O leão das redes sociais virou gatinho no telefone. O revolucionário do Twitter descobriu que patriotismo não paga aluguel em dólar.
Tal pai, tal filho.
Jair Bolsonaro ensinou bem: peita o sistema enquanto tem plateia, mas quando a Justiça chega perto, corre, chora, passa mal, entra em depressão súbita ou ameaça fugir. Eduardo apenas seguiu a cartilha familiar — a cartilha do bolsonarismo paga-pau: muita pose, zero coragem.
É curioso como o discurso muda rápido. Fora do Brasil, o “mito mirim” descobre que os EUA não são esse paraíso para brasileiros sem relevância política. Lá não tem gabinete, não tem mamata, não tem cargo herdado. Lá, patriota vira imigrante. E imigrante sem glamour.
No fim, sobra a ironia: o bolsonarismo odeia o STF, xinga o Nordeste, despreza pobre, mas quando aperta… liga pra Moraes, implora ajuda e pede colo ao mesmo Estado que diz combater.
Coragem mesmo só pra postar.
Na vida real, o lema é outro: paga pau, pede arrego e chama o ministro.

