23 de abril de 2026

Quando Madonna diz o óbvio sobre Bolsonaro.

Madonna não é apenas um ícone da música pop. É uma artista que construiu carreira com base em cultura, arte, estudo, provocação e posicionamento político. Quando ela olha para Jair Bolsonaro e dispara que ele “não estuda, não sabe de música, não entende de arte, não tem conhecimento, não tem modos, não tem educação, não tem respeito, não tem honra, não tem lealdade, não tem história, não tem caráter”, ela não está exagerando — está descrevendo um projeto de poder baseado na ignorância.

Bolsonaro sempre representou o oposto da civilização. Enquanto a arte provoca reflexão, ele promove o obscurantismo. Enquanto a cultura liberta, ele a demoniza. Enquanto o conhecimento constrói sociedades, ele aposta no atraso, no ódio e na brutalidade como método político.

Não é por acaso que Bolsonaro despreza artistas, professores, intelectuais e qualquer forma de pensamento crítico. Para governar pelo medo e pela mentira, é preciso destruir a educação, ridicularizar a cultura e atacar quem pensa. Madonna, como tantos outros artistas ao redor do mundo, entende isso muito bem.

Chamá-lo de “lixo humano” pode chocar os mais sensíveis, mas o que realmente choca é o histórico de desprezo pela vida, pela ciência, pela democracia e pelos mais pobres. O que choca é transformar a presidência da República em um palanque de grosseria, ignorância e covardia moral.

Bolsonaro não deixou legado cultural, não produziu ideias, não construiu pontes. Seu “governo” foi uma sucessão de ataques, mentiras, corrupção, violência simbólica e abandono social. Um político que não respeita a arte, a educação e a história não respeita o povo — simples assim.

Quando uma artista do tamanho de Madonna faz essa crítica, ela apenas ecoa o que milhões de brasileiros já sentiram na pele: o bolsonarismo é a glorificação do vazio, da estupidez e da falta absoluta de caráter.

E contra isso, não há neutralidade possível. Ou se defende a cultura, a democracia e a dignidade humana — ou se aceita viver no esgoto moral que Bolsonaro ajudou a normalizar.

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