12 de março de 2026

Bolsonaro, o Corno Golpista.

Na política brasileira, Jair Bolsonaro deixou de ser apenas um ex-presidente para se tornar um símbolo do atraso, da confusão institucional e da permanente tentativa de sabotar a democracia. O personagem que se vendia como “mito” terminou reduzido a uma caricatura patética: isolado, desmoralizado e cercado por investigações.

O rótulo de golpista não surge do nada. Ele é resultado de uma sequência de atos, discursos e omissões que atentaram contra o Estado Democrático de Direito. Ataques às urnas eletrônicas sem provas, estímulo à desconfiança nas instituições, flertes explícitos com ruptura institucional e o silêncio cúmplice diante dos ataques de 8 de janeiro formam um legado que a História não vai perdoar.

Já o “corno” aqui não é sobre vida pessoal — é político. Bolsonaro foi traído por aqueles que dizia liderar. Foi abandonado por militares que não compraram sua aventura, por aliados que correram para salvar a própria pele e por seguidores que hoje fingem que nunca gritaram seu nome nas ruas. O capitão bravateiro acabou sozinho, reclamando de perseguição enquanto responde por seus próprios atos.

O bolsonarismo prometeu moralidade, mas entregou rachadinhas, esquemas, sigilos de 100 anos e uma família inteira orbitando suspeitas. Prometeu patriotismo, mas bateu continência para interesses estrangeiros. Prometeu coragem, mas fugiu do país quando o povo mais precisava de responsabilidade.

Bolsonaro não caiu por conspiração. Caiu porque governou contra o Brasil. E agora tenta posar de vítima, quando na verdade é réu da própria história.

A democracia brasileira resistiu. E o “mito” virou nota de rodapé — barulhenta, ressentida e cada vez mais irrelevante.

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