Caminhada Golpista. Malafaia abandona Jesus Cristo, pula no colo do Satanás, e ameaça contar todos os podres de Nikolas: Flávio enganou Bolsoanro, tem que caminhar pelo Tarcísio seu herege.

Caminhada Golpista: quando a fé vira palanque
O que era para ser discurso religioso virou espetáculo político de quinta categoria. Na chamada caminhada golpista, Silas Malafaia escancarou de vez aquilo que muita gente já sabia: Jesus Cristo ficou para trás, abandonado na calçada, enquanto o pastor preferiu pular no colo do projeto de poder.
Em um surto de sincericídio — ou desespero — Malafaia resolveu ameaçar “abrir a caixa-preta” de Nikolas Ferreira. Disse ter podres, segredos, histórias mal contadas. Curioso como, nesses círculos, a moral só vale enquanto serve ao próprio grupo. Quando há disputa interna, a santidade evapora e sobra chantagem.
No meio do tiroteio verbal, surge a tentativa de empurrar a culpa para Flávio, que teria “enganado Bolsonaro”, segundo o próprio Malafaia. A velha tática: quando o barco afunda, cada rato tenta pular para um lado diferente. Agora, o novo rumo seria caminhar com Tarcísio — tratado como o próximo messias político da vez.
A fé, mais uma vez, vira moeda. O púlpito vira palanque. O discurso religioso vira ferramenta de pressão e ameaça. Não se fala de amor ao próximo, justiça social ou humildade. Fala-se de poder, controle e sobrevivência política.
Essa caminhada não tem nada de cristã. É uma procissão de interesses, onde líderes que se dizem defensores da moral usam o nome de Deus enquanto flertam com o autoritarismo e a mentira. O problema não é mudar de lado — é usar a fé alheia como escudo para projetos pessoais.
No fim das contas, fica a pergunta: até quando parte da população vai confundir gritaria com coragem, fanatismo com fé e pastores com líderes políticos?
Porque, do jeito que vai, essa caminhada não leva ao céu — leva direto ao abismo da hipocrisia.

