Wagner Moura imita Boechat e manda Malafaia procurar uma rola.

Silas Malafaia resolveu atacar Wagner Moura porque ele ganhou um Globo de Ouro e ousou pensar em voz alta.
Até aí, rotina: quando a cultura incomoda, o moralismo grita. Mas a memória ajuda. Quando esse mesmo pastor evangélico tentou dar lição de ética ao jornalista Ricardo Boechat, levou aquela resposta antológica, ao vivo, sem anestesia: Boechat mandou ele procurar uma rola e parar de encher o saco.

Foi feio? Foi. Foi excessivo? Talvez. Foi preciso? Boechat foi Cirúrgico.
Porque o problema nunca foi moral. É hipocrisia. Um religioso que enriqueceu explorando a fé alheia, blindado por isenção tributária, vivendo de dízimo e isento de imposto, agora posa de fiscal de orçamento, de professor e de artista. Fala em “18 reais” e “18 bilhões” como quem prega milagre financeiro – sem nunca abrir o próprio livro-caixa.
O contraste é cruel e delicioso: Wagner Moura sobe ao palco do mundo; Malafaia sobe no púlpito da indignação seletiva. Um produz arte; o outro produz culpa. Um ganha estatueta; o outro passa o chapéu. Boechat já tinha resumido tudo, anos atrás.
E o vai procurar uma rola segue segue atualíssimo …

