23 de janeiro de 2026

Nunca falha: onde tem roubo, tem um aliado do Bolsonaro. 🤮

Mais uma vez, o roteiro se repete. A Polícia Federal investiga uma possível fraude envolvendo o RioPrevidência, o fundo que administra o dinheiro de aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. No centro das apurações está um investimento superior a R$ 1 bilhão no Banco Master, autorizado pelo governo de Cláudio Castro, mesmo após alertas do Tribunal de Contas sobre os riscos da operação.

O que choca não é apenas o valor astronômico, mas o desrespeito explícito aos órgãos de controle. O Tribunal de Contas havia apontado fragilidades e riscos elevados no investimento, sinalizando que a aplicação poderia comprometer a segurança dos recursos previdenciários. Ainda assim, o governo estadual seguiu em frente, colocando em jogo o futuro de milhares de aposentados que dependem desse dinheiro para sobreviver.

Esse caso escancara um padrão já conhecido: discursos inflamados sobre “gestão responsável” e “combate à corrupção” que não resistem ao primeiro teste da realidade. Na prática, o que se vê são decisões temerárias, alinhamentos políticos convenientes e uma impressionante tolerância com operações financeiras que levantam suspeitas desde o início.

Enquanto a PF aprofunda as investigações, cresce a indignação da sociedade. Afinal, não se trata de um erro técnico qualquer, mas do uso de recursos públicos sensíveis — dinheiro de quem trabalhou a vida inteira — em apostas financeiras questionáveis. A pergunta que fica é simples e direta: quem vai se responsabilizar se esse rombo se confirmar?

O Brasil já viu esse filme antes. E, infelizmente, ele quase sempre termina do mesmo jeito: prejuízo para o povo, silêncio dos responsáveis e a velha tentativa de empurrar a conta para debaixo do tapete. Desta vez, porém, os aposentados do Rio merecem respostas claras — e justiça.

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