MP acusa Crivella de improbidade e aponta R$ 32 milhões em propina.

O Ministério Público voltou a colocar o nome do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, no centro de uma grave denúncia de corrupção. Segundo a acusação, Crivella teria praticado atos de improbidade administrativa envolvendo um esquema de propina que pode ter movimentado cerca de R$ 32 milhões durante sua gestão à frente da prefeitura da capital fluminense.
De acordo com o MP, o esquema estaria ligado a contratos públicos firmados pela administração municipal, nos quais haveria direcionamento, favorecimento indevido e pagamento de vantagens ilícitas. A investigação aponta que o ex-prefeito teria se beneficiado direta ou indiretamente dos valores, ferindo princípios básicos da administração pública, como legalidade, moralidade e impessoalidade.
A acusação reforça um padrão recorrente em escândalos de corrupção no país: o uso da máquina pública para interesses privados, em prejuízo direto aos cofres públicos e à população. Em um cenário de carências históricas em áreas como saúde, educação e infraestrutura, a suspeita de desvio de dezenas de milhões de reais gera indignação e amplia a desconfiança da sociedade em relação à classe política.
Crivella nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política, argumento comum em casos semelhantes. No entanto, caberá à Justiça analisar as provas reunidas pelo Ministério Público e decidir se houve, de fato, a prática de improbidade administrativa e corrupção.
O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior rigor no combate à corrupção e de punições efetivas para agentes públicos que se valem do cargo para enriquecer ilicitamente. Mais do que nomes e valores, o episódio evidencia o impacto direto desses esquemas na vida do cidadão comum, que paga a conta de gestões marcadas por suspeitas e escândalos.
Enquanto o processo avança, a sociedade acompanha com atenção, esperando que os fatos sejam esclarecidos e que a lei seja aplicada sem privilégios — condição essencial para o fortalecimento da democracia e da credibilidade das instituições.

