22 de janeiro de 2026

Lula critica presidente dos EUA e diz que ele tenta “governar o mundo” pelas redes sociais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a postura do presidente dos Estados Unidos ao afirmar que o chefe da Casa Branca tenta “governar o mundo” por meio das redes sociais. A declaração foi feita em meio a um cenário de crescentes tensões diplomáticas e disputas narrativas no ambiente digital, cada vez mais influente nas relações internacionais.

Segundo Lula, decisões e posicionamentos que impactam diretamente a economia global, conflitos armados e acordos multilaterais não podem ser conduzidos a partir de postagens impulsivas ou declarações feitas em plataformas digitais. Para o presidente brasileiro, a diplomacia exige diálogo institucional, respeito aos organismos internacionais e compromisso com soluções coletivas.

A crítica de Lula reflete uma preocupação antiga de líderes do Sul Global: o uso das redes sociais como ferramenta de pressão política e diplomática por grandes potências. Na avaliação do presidente, esse comportamento enfraquece o multilateralismo e substitui negociações formais por disputas de popularidade e narrativas simplificadas.

O petista também destacou que o mundo vive uma fase de transformações profundas, marcada pela ascensão de novos polos de poder e pelo desgaste do modelo unipolar. Nesse contexto, Lula defende que decisões globais passem por fóruns como a ONU, o G20 e outras instâncias multilaterais, em vez de serem anunciadas unilateralmente em perfis pessoais.

A fala ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar seu protagonismo internacional, defendendo a reforma da governança global e maior equilíbrio entre as nações. Para o governo brasileiro, o fortalecimento do diálogo entre países emergentes e desenvolvidos é o caminho para enfrentar desafios comuns, como a crise climática, a desigualdade e a instabilidade econômica.

Ao afirmar que um presidente não pode “governar o mundo” pelas redes sociais, Lula reforça uma crítica direta ao personalismo na política internacional e aponta para a necessidade de resgatar a diplomacia tradicional, baseada em negociação, previsibilidade e responsabilidade institucional.

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