23 de janeiro de 2026

Governo Bolsonarista do Distrito Federal dá calote no INSS e deixa servidores desprotegidos.

Descontos em folha sendo feitos, mas contribuições não chegam ao INSS. É o calote do Governo do Distrito Federal que vem prejudicando conselheiros tutelares e outros servidores vinculados ao regime geral da Previdência. O caso de Maria Madalena, 62 anos, conselheira tutelar do Guará há seis anos, expõe um problema que se arrasta desde outubro de 2022 e atinge os 220 conselheiros da capital.

Ao tentar se aposentar, ela descobriu que não havia registro de contribuições nos últimos três anos, mesmo com descontos mensais de mais de R$ 810 sendo debitados do seu salário bruto de R$ 6.510. A pergunta que fica no ar é simples e grave: onde está esse dinheiro?

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, o problema não se limita aos conselheiros tutelares e atinge todos os servidores do GDF que dependem do INSS. A Associação dos Conselheiros Tutelares do DF confirma que a situação é generalizada desde 2022, deixando trabalhadores em um limbo previdenciário perigoso.

O risco vai além da aposentadoria. Sem as contribuições registradas no sistema, esses servidores ficam descobertos em caso de doença, acidente ou necessidade de afastamento. Como alerta Maria Madalena, “você precisa há três meses de ficar pelo INSS. Aí parou o INSS e você não existe”. É o calote que pode custar caro para quem mais precisa.

A solução burocrática oferecida pelo GDF — buscar declarações no RH para comprovar as contribuições — tem sido recusada pelo próprio INSS, que não aceita essa forma de comprovação. Enquanto isso, servidores pagam por um benefício que, na prática, não existe.

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