6 de março de 2026

Fraude no Banco Master expõe mais um bolsonarista no epicentro do escândalo.

A novela da fraude bilionária envolvendo o Banco Master ganha novos capítulos — e, como de costume, o roteiro insiste em se repetir. Partidos acionaram o STF e a PGR pedindo a investigação e o afastamento de Ibaneis Rocha Barros Junior, governador do Distrito Federal, por causa das negociações entre o BRB e o Banco Master. O caso levanta suspeitas graves sobre gestão temerária, favorecimento e possível rombo nos cofres públicos.

O mais irônico — ou cínico — é que, antes das investigações avançarem, o bolsonarismo tratou de apontar o dedo. Tentaram jogar a culpa em Alexandre de Moraes e em Gabriel Galípolo, numa estratégia já conhecida: criar cortina de fumaça, espalhar desinformação e atacar instituições. Mas os fatos são teimosos. Quando a poeira baixa, lá está de novo um aliado do bolsonarismo no centro do escândalo.

Não é coincidência. É padrão.
Onde há privatização mal explicada, engenharia financeira suspeita, fundos bilionários evaporando e dinheiro público em risco, quase sempre aparece um “gestor” que surfou no discurso da moralidade seletiva, do antipetismo histérico e da falsa defesa da pátria.

O caso do Banco Master escancara mais uma vez a contradição: os mesmos que berram contra o STF, demonizam o Banco Central e acusam “o sistema”, são os que aparecem envolvidos em operações nebulosas, deixando prejuízo para o povo pagar. A conta nunca vai para os amigos do poder — sobra sempre para o cidadão comum.

Se houver o mínimo de compromisso com a lei, o afastamento de Ibaneis deve ser analisado com seriedade, e as investigações precisam ir até o fim, doa a quem doer. Não existe democracia possível com blindagem política, nem justiça seletiva.

No fim das contas, a pergunta continua ecoando:
quantos escândalos ainda serão necessários para que parte do eleitorado perceba que o discurso anticorrupção do bolsonarismo é só fachada — atrás dela, o velho esquema de sempre?

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