Flávio Bolsonaro e o Caminho da Escravidão.

Agentina vive um caos, um dos seus piores momentos das últimas décadas: a volta da escravidão. É isso mesmo. Não é exagero:
O projeto mais recente, aprovado no Senado, aprofunda um pacote de reformas que desmonta pilares históricos da proteção ao trabalhador. Sob o comando de Javier Milei, a Argentina virou campo de teste de um ultraliberalismo que trata direito social como obstáculo ideológico. A narrativa é sedutora: modernização, liberdade econômica, choque de eficiência. A prática é direta: menos garantias, mais poder concentrado nas empresas.
A reforma flexibiliza vínculos, facilita demissões, enfraquece instrumentos coletivos de negociação e amplia a margem para jornadas mais longas sob o argumento de “dinamizar o mercado”. Em bom português: transfere o risco para quem vive de salário. Se a economia oscila, ajusta-se o trabalhador. Se o lucro encolhe, corta-se na base. O topo preserva margem; a base absorve impacto.

Enquanto isso, o governo celebra indicadores fiscais e vende ao mundo a imagem de disciplina econômica. O discurso fala em superávit e responsabilidade. As ruas falam em protestos, greves e apreensão. Quando direitos históricos passam a ser descritos como privilégios, algo estrutural está em jogo.
Chamar de “escravidão” pode soar forte. Só que a metáfora ganha sentido quando se observa a lógica: jornadas estendidas, enfraquecimento sindical, precarização contratual e naturalização da ideia de que trabalhar mais por menos é virtude moral. A liberdade prometida funciona melhor para quem já detém capital e poder de barganha. Para o restante, a tal flexibilidade vira instabilidade permanente!
Bom, é isso.
A Argentina elegeu o Milei, o Bolsonaro argentino, pra “combater a esquerda”. Agora ele acabou com os 30 dias de férias, aumentou a jornada de trabalho pra 12 horas e tirou quase todos os direitos trabalhistas. “Do nada” a população descobriu que não tem como ser trabalhador de direita.

