VIVA SANTANA.
Carlos Santana chocou ao dirigir-se diretamente ao presidente Trump ao vivo na televisão durante um programa especial sobre imigração.
A emissora esperava uma troca respeitosa com o lendário guitarrista, conhecido pelas suas metáforas espirituais e misticismo musical.
Em vez disso, testemunhou uma declaração direta e poderosa de um dos artistas mais profundos que já moldaram a música.
Quando Jake Tapper perguntou a Carlos Santana a sua opinião sobre o plano de deportação em massa de Trump, Santana não ofereceu um sorriso sereno nem se refugiou em abstracções.
Baixou brevemente a cabeça, em seguida olhou atentamente para o presidente e disse:
“Está separando famílias e chama isto de política. Não é isso que deveríamos ser.”
Trump remexeu-se na cadeira.
Dezessete longos segundos passaram em silêncio.
Carlos Santana continuou, com a voz lenta e firme, cada palavra ressoando como uma nota sustentada de guitarra:
“A música vem do espírito.
E as pessoas que vocês reduzem a estatísticas, são as que colhem os alimentos que comemos, que constroem as casas em que vivemos, que cuidam das nossas crianças e que servem as nossas comunidades.
São parte integrante da história americana, quer se queira quer não.”
Trump tentou interrompê-lo.
Santana levantou a mão — não de forma agressiva, mas serena.
“Por favor”, disse ele, “deixem-me terminar.”
Um silêncio absoluto tomou conta.
“A verdadeira liderança não se baseia no medo”, declarou Carlos Santana. “Baseia-se na compaixão, na consciência e na responsabilidade. E a crueldade nunca foi sinal de força.”
A plateia levantou-se.
Trump levantou-se, retirou o microfone e saiu do palco. Carlos Santana permaneceu sentado.
Virando-se para a câmara central, a sua voz suavizou, mas ressoou com ainda mais profundidade.
“Se a América perdeu o seu rumo, não voltará a encontrá-lo assim, rejeitando as pessoas. Ela irá reencontrá-lo ao recordar a promessa que um dia fez… a promessa de dignidade, esperança e solidariedade, que não a têm mais.”
Seguiu-se um grande silêncio.
Depois, aplausos — longos, prolongados e impossíveis de parar e ignorar.
Viva Santana, o mundo precisa de paz …

