Gonet arquiva pedido contra Toffoli no Caso Banco Master e reacende debate sobre instituições.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado Caso Banco Master, colocando um ponto final — ao menos por ora — em mais uma tentativa de tensionar o Supremo Tribunal Federal por vias políticas disfarçadas de questionamento jurídico 👀
A decisão foi recebida com elogios do decano do STF, Gilmar Mendes, que destacou o caráter institucional do ato. Para ele, o arquivamento “evidencia o funcionamento regular das instituições da República” e reforça que decisões baseadas em critérios jurídicos objetivos são fundamentais para a segurança jurídica e a maturidade institucional do país.
Não é a primeira vez que setores políticos tentam transformar divergências ou derrotas em disputas judiciais artificiais, buscando desgastar ministros do STF e alimentar narrativas de perseguição ou crise institucional. O arquivamento do pedido deixa claro que não havia elementos concretos que justificassem o afastamento de Toffoli, desmontando mais uma tentativa de judicialização do embate político.
A fala de Gilmar Mendes vai além do elogio protocolar. Ela serve como um recado direto: o Estado Democrático de Direito não se sustenta em achismos, pressões externas ou clamor de redes sociais, mas sim em instituições funcionando dentro das regras. Quando a PGR atua com autonomia e responsabilidade, quem ganha é a democracia.
Em tempos de ataques constantes às instituições, decisões como essa mostram que, apesar do barulho, o sistema de freios e contrapesos segue operando. O Brasil não precisa de heróis improvisados nem de cruzadas políticas travestidas de moralismo jurídico. Precisa, isso sim, de respeito à lei, às instituições e à Constituição.
E, gostem ou não alguns setores, foi exatamente isso que prevaleceu nesse caso.

