22 de janeiro de 2026

Alexandre de Moraes: o herói que não usa shampoo.

Em tempos de democracia ameaçada, golpismo explícito e uma extrema direita que flerta sem pudor com o autoritarismo, o Brasil acabou encontrando um herói improvável. Ele não veste capa, não faz lives, não pede pix e, para desespero dos haters, também não parece muito preocupado com marcas de shampoo. Alexandre de Moraes tornou-se símbolo de resistência institucional em um país cansado de bravatas e covardias.

Enquanto políticos se escondem atrás de discursos vazios e influencers da mentira lucram com o caos, Moraes resolveu fazer algo quase revolucionário no Brasil: aplicar a lei. E aplicar a lei, por aqui, sempre incomodou mais do que corrupção, fake news ou tentativa de golpe.

O detalhe curioso — explorado com obsessão por seus críticos — é sua aparência. O ministro virou meme, caricatura, alvo de piadas infantis. Mas talvez seja exatamente isso que mais irrite seus adversários: Moraes não se importa. Não busca aplauso, não precisa parecer simpático, não vive de popularidade. Ele não está ali para agradar; está para decidir.

E decidiu. Decidiu enfrentar milícias digitais, decidiu bater de frente com empresários golpistas, decidiu que o STF não seria cúmplice do silêncio. Em um país onde tantos se ajoelham diante do poder econômico ou do barulho das redes sociais, Moraes escolheu o caminho mais difícil: o da firmeza.

O “herói que não usa shampoo” virou, sem querer, o pesadelo de quem acreditava que bastava gritar “liberdade de expressão” para justificar crimes. Virou o alvo preferido de quem confunde democracia com impunidade e opinião com mentira organizada.

No fim das contas, o Brasil não precisava de um galã, de um influencer togado ou de um justiceiro performático. Precisava de alguém disposto a sujar as mãos — e talvez o cabelo — para impedir que a República fosse levada pelo ralo.

Alexandre de Moraes pode não vender uma imagem polida. Mas, convenhamos, depois de tantos anos de políticos bem penteados destruindo o país, talvez seja exatamente isso que faça dele um herói.

Sem shampoo. Sem medo. E, sobretudo, sem submissão.

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